Gestão & Produção
https://gestaoeproducao.com/article/doi/10.1590/0104-530x2081-18
Gestão & Produção
Artigo Original

Uma avaliação sobre as competências e habilidades do engenheiro de produção no ambiente industrial

An evaluation of the competences and abilities of the production engineer in the industrial environment

Patrícia Fernanda dos Santos; Alexandre Tadeu Simon

Downloads: 0
Views: 285

Resumo

Resumo Objetivou-se neste trabalho investigar como as empresas avaliam as competências e habilidades do engenheiro de produção para o desempenho de suas atividades no ambiente industrial. A metodologia envolveu uma revisão bibliográfica e uma pesquisa survey em 46 empresas de grande porte da indústria de transformação do Estado de São Paulo. Os resultados mostraram que as empresas reconhecem a importância das competências e habilidades do engenheiro de produção para o ambiente industrial, mas, ao mesmo tempo, elas apontam deficiências do profissional. A partir dos resultados desta pesquisa, conclui-se que esforços devem ser realizados para suprir tais deficiências na formação profissional do engenheiro de produção. Entende-se, portanto, que nos cenários de competitividade existe a necessidade de as instituições de ensino integrarem-se com as empresas para que juntas gerem mais treinamento e experiência, que, consequentemente, melhoram as habilidades que, por sua vez, melhoram as competências e resultam em profissionais mais qualificados para criar soluções e resolver os problemas da indústria.

Palavras-chave

Engenheiro de produção, Competências e habilidades, Educação em engenharia

Abstract

Abstract The objective of this work is to investigate how companies assess the competences and abilities of the production engineer to carry out their activities in the industrial environment. The methodology involved a literature review and survey research in 46 large-sized companies, in the manufacturing industry of the state of São Paulo. The results showed that companies recognize the importance of competences and abilities of the production engineer for the industrial environment, but at the same time, they point to deficiencies of the professional regarding them. The results of this survey conclude that efforts should be made to address these deficiencies in the professional qualification of the production engineers. It is understood, therefore, that in competitive scenarios it is necessary a stronger integration between educational institutions and companies so that in this way they can generate together more training and experience, which in turn improve the competences that, in turn, improve abilities, and result in more qualified professionals to create solutions and solve industry problems.

Keywords

Production engineer, Competences and abilities, Education in engineering

Referências

Acosta C., Leon V. J., Conrad C., Malave C. O. Global engineering: design, decision making, and communication. 2010.

Amorin M. Brasileiros não sabem falar inglês: apenas 5% dominam o idioma. 2012.

Araújo U. P., Souza M. D., Muniz M. M. J., Gomes A. F., Antonialli M. Expectativas e estratégias de ação em relação à inserção profissional. Revista Brasileira de Orientação Profissional. 2008;9(2):81-96.

Ayob A., Osman S. A., Omar M. Z., Jamaluddin N., Kofli N. T., Johar S. Industrial training as gateway to engineering career: experience sharing. Procedia: Social and Behavioral Sciences. 2013;102:48-54.

Batalha M. O. Introdução à engenharia de produção. 2008.

Bittencourt H. R., Viali L., Beltrame E. Engenharia de produção no Brasil: um panorama dos cursos de graduação e pós-graduação. Revista de Ensino de Engenharia. 2010;29(1):11-9.

Boahin P., Hofman W. H. A. Perceived effects of competency-based training on the acquisition of professional skills. International Journal of Educational Development. 2014;36:81-9.

Borchardt M., Vaccaro G. L. R., Azevedo D., Ponte Jr J. O perfil do engenheiro de produção: a visão de empresas da região metropolitana de Porto Alegre. Revista Produção. 2009;19(2):230-48.

Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002. 2002.

Classificação Brasileira de Ocupações: CBO. 2012.

Sistema E-MEC. 2013.

Subclasses da indústria de transformação. 2014.

Subclasses da indústria de transformação. 2014.

Chiavenato I. Gestão de pessoas. 2010.

Chryssolouris G., Mavrikios D., Mourtzis D. Manufacturing systems: skills & competencies for the future. Procedia CIRP. 2013;7:17-24.

Resolução nº 1.010, de 22 de agosto de 2005. 2005.

Cordeiro J. S. Estrutura curricular e propostas inovadoras. 2001.

Cunha G. D. Um panorama atual da Engenharia de Produção. 2002.

Cunha G. D. Diretrizes para a Elaboração de Projetos Pedagógicos de Cursos de Engenharia. 2007.

Deshpande A., Huang S. H. Simulation Games in Engineering Education: A State-of-the-Art Review. Journal of Computer Applications in Engineering Education. 2011;19(3):399-410.

Durand T. L’alchimie de la compétence. Revue Française de Gestion. 2000;127:84-102.

Favéro L. P., Belfiore P., Silva F. L., Chan B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. 2009.

Panorama da indústria de transformação brasileira (FIESP/CIESP). 2014.

Ferreira J., Neri A. Gestão de RH por competências e a empregabilidade. 2010.

Fleury A. Introdução à Engenharia de Produção. 2008.

Fleury M. T. L., Fleury A. Construindo o conceito de competência. Revista de Administração Contemporânea. 2001;5(spe):183-96.

Fogaça F. C., Gimenez T. N. O ensino de línguas estrangeiras e a sociedade. Revista Brasileira de Linguística Aplicada. 2007;7(1):161-82.

Forza C. Survey research in operations management: a process-based perspective. International Journal of Operations & Production Management. 2002;22(2):152-94.

Franzen B. A., Schlichting T. S., Heinig O. L. O. M. A leitura e a escrita no mundo do trabalho: o que dizem os engenheiros?. 2011.

Green P. C. Desenvolvendo competências consistentes. 2000.

Grinter L. E. Report on the evaluation of engineering education. Engineering Education. 1956;46:25-63.

Gwynne P. Engineering a revolution in engineering education. Research Technology Management. 2012;55:8-9.

Helleno A. L., Simon A. T., Papa M. C. O., Ceglio W. E., Rossa No. A. S., Mourad R. B. A. Integration university-industry: laboratory model for learning lean manufacturing concepts in the academic and industrial enviroments. International Journal of Engineering Education. 2013;29(6):1387-99.

Conheça as vantagens do Estado de São Paulo, os setores de negócios e a infraestrutura adequada para o seu empreendimento. 2014.

Jabbour C. J. C., Freitas W. R. S., Teixeira A. A., Jabbour A. B. L. S. Gestão de Recursos Humanos e desempenho operacional: evidências empíricas. Gestão & Produção. 2012;19(2):233-444.

Klix T. Inovando o ensino para formar engenheiros inovadores. 2014.

Lamancusa J. S., Zayas J. L., Soyster A. L., Morell L., Jorgensen J. The learning factory: industry-partnered active learning. Journal of Engineering Education. 2008;97(1):5-11.

Machado W. B., Luz T. B. O engenheiro e as competências necessárias ao desempenho profissional: um estudo de caso em uma IES privada da região metropolitana de Belo Horizonte. Revista Exacta. 2013;6(2):33-44.

Mayr A. C., Lopes G. F., Bazzo W. A., Pereira L. T. V. A responsabilidade da Engenharia: uma visão sobre educação e trabalho. 2010.

Miguel P. A. C., Ho L. H. Levantamento tipo survey. Metodologia da Pesquisa Científica em Engenharia de Produção e gestão de operações. 2012.

Nascimento P. A. M. M., Maciente A. N., Gusso D. A., Araujo B. C., Pereira R. H. M. Formação Profissional e Mercado de trabalho: a questão da disponibilidade de engenheiros no Brasil nos anos 2000. 2014.

Nonaka I., Takeuchi H. Criação de conhecimento na empresa. 1997.

Nose M. M., Rebelatto D. A. N. O perfil do Engenheiro segundo as Empresas. 2001.

Oliveira V. F., Pinto D. P. Educação em Engenharia como área do conhecimento. 2006.

Oliveira V., Vieira Jr. M., Cunha G. Trajetória e estado da arte da formação em engenharia, arquitetura e agronomia Arquitetura e Agronomia. 2010.

Oliveira V. F., Almeida N. N., Carvalho D. N., Pereira F. A. A. Um estudo sobre a Expansão da Formação em Engenharia no Brasil. Revista de Ensino de Engenharia da ABENGE. 2013;32(3):3-12.

Paton R. A., Wagner R., Macintosh R. Engineer education and performance: the german machinery and equipament sector. International Journaul of Operatoon & Production Management. 2012;32(7):796-828.

Póvoa J. M., Bento P. E. G. O engenheiro, sua formação e o mundo do trabalho. 2005.

Ragusa G. Engineering global preparedness: parallel pedagogies, experientially focused instructional practices. International Journal of Engineering Education. 2014;30(2):400-11.

Ramos M. N. A educação profissional pela pedagogia das competências e a superfície dos documentos oficiais. Education et Sociétés. 2002;23(80):401-22.

Rea L. M., Parker R. A. Metodologia de pesquisa: do planejamento à execução. 2002.

Rojter J. The allocation to the study of humanities and social sciences at Australian engineering education. 2010.

Ruppenthal J. E., Cimadon J. E. O processo empreendedor em empresas criadas por necessidade. Gestão & Produção. 2012;19(1):137-49.

Salerno M. S., Lins L. M., Araujo B. C. P. O., Gomes L. A. U., Toledo D., Nascimento P. A. M. M. Uma proposta de sistematização do debate sobre falta de engenheiros no Brasil. Coletânea da rede de pesquisa “Formação e mercado de trabalho”. 2014;4.

Sonmez M. The role of technology faculties in engineering education. Procedia: Social and Behavioral Sciences. 2014;141:35-44.

Spencer L. M., Spencer S. M. Competence work: models for superior performance. 1993.

Streiner S., Sacre M. B., Shuman L., Bursic K., Guan Y., Liao H. An approach to evaluate engineering global preparedness in industrial engineering curricula. 2014.

Sveiby K. E. A nova riqueza das organizações: gerenciando e avaliando patrimônios do conhecimento. 1998.

Teixeira R. M., Ducci N. P., Sarrassini N. S., Munhê V. P. C., Ducci L. Z. Empreendedorismo: a história de vida de uma empreendedora de sucesso. Revista de Gestão. 2011;18(1):3-18.

Tondelli M. F., Francisco A. C., Kovaleski J. L. Investimento no profissional de engenharia: o caso da cia iguaçu de café solúvel. 2005.

Vieira J. R., Maestrelli N. C. Reformulação de cursos de engenharia de produção dentro do novo contexto da LDB. 2001.

Wade H. National Instruments and The University of Manchester, School of Electrical and Electronic Engineering: a strategic partnership for engineering education. International Journal of Electrical Engineering Education. 2013;50(3):304-15.

Zarafian P. Objetivo por competência: por uma nova lógica. 2001.

5df255510e88255c36b5f733 gp Articles
Links & Downloads

Gest. Prod.

Share this page
Page Sections